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A 7º rodada de negociação entre Fenaban e Comando Nacional dos Bancários está marcada para 17 de agosto, às 10 horas, em São Paulo.

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Crédito nas mãos de 4 bancos

Crédito nas mãos de 4 bancos

Maiores instituições do país possuem 78% desse mercado e 76% dos depósitos, segundo BC

 
O Tempo
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Os quatro maiores conglomerados bancários do país – Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – fecharam o ano de 2017 com 78,5% do mercado de crédito. É o que apontou o Banco Central (BC) por meio do Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre do ano passado, divulgado nesta terça-feira (17). Outro dado revelado: os mesmos bancos detêm 76,35% dos depósitos de correntistas do país.

Os números ficaram praticamente estáveis em relação aos registrados no mês de junho de 2017, quando essas instituições financeiras detinham 78,65% de todas as operações de crédito, e 76,74% dos depósitos bancários do país.

Em 2007, as quatro maiores instituições financeiras possuíam 54,6% das operações de crédito e 59,34% dos depósitos, indicador que mostra que a concentração bancária era muito menor no país há dez anos.

Os dados foram divulgados em um momento de questionamento da concentração de mercado e do impacto disso nos juros bancários, que continuam em patamar elevado em relação ao resto do mundo, mesmo em um cenário de redução da taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central. Atualmente, a taxa está na mínima histórica de 6,5% ao ano.

Com relação ao lucro dos maiores bancos no ano passado, ele voltou a crescer, após ter recuado quase 20% em 2016.

Somados, os ganhos das quatro maiores instituições financeiras com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) – Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander – alcançaram R$ 57,63 bilhões em 2017 frente a R$ 50,29 bilhões em 2016 , que corresponde a uma alta de 14,6%.

O lucro da Caixa Econômica Federal, por exemplo, disparou 202,6% e foi para R$ 12,5 bilhões.

No relatório de estabilidade financeira, a autoridade monetária avaliou que a rentabilidade dos bancos foi “fortemente beneficiada pela queda das despesas de provisão para fazer frente às eventuais perdas” e acrescentou que o “nível de provisionamento da carteira de crédito permanece adequado ao seu perfil de risco”.

Capital robusto. No relatório divulgado na terça-feira sobre as instituições financeiras, o Banco Central também avaliou que o sistema bancário “dispõe de capital robusto, em nível e qualidade, para suportar os riscos assumidos e a retomada da concessão de crédito”.

“O risco de liquidez, ou seja, a falta de recursos para honrar compromissos, continua a apresentar pouca preocupação para o sistema bancário, e a perspectiva é de manutenção do baixo risco para o primeiro semestre de 2018”, acrescentou a instituição em comunicado.

No relatório, a autoridade monetária também apontou que o maior motivo de preocupação do sistema financeiro do país passou a ser o cenário político e o risco fiscal, no lugar de recessão e inadimplência.

Juros do cheque especial variam de 20% a 500% ao ano

Brasília. A diferença entre os juros cobrados em um banco ou outro no cheque especial pode variar até 26 vezes, do mais barato ao mais caro, em 29 instituições financeiras que oferecem esse tipo de crédito no Brasil. Dados do Banco Central com base nas taxas médias praticadas pelos bancos mostram que a taxa do cheque especial começa em 20,45% ao ano e chega a 526,13%, no período entre março e abril deste ano.

Entre os dez bancos que cobram as taxas mais altas do mercado, estão na lista os cinco maiores bancos do país: Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), Itaú Unibanco, Banco do Brasil (BB) e Santander.

O cheque especial é uma linha de crédito emergencial, que permite ao correntista gastar um certo limite definido pelo banco, mesmo que ele não tenha dinheiro na conta. Por ser uma linha de curto prazo, os juros estão entre os mais altos do mercado, atrás apenas daqueles do cartão de crédito.

Novas regras. Em fevereiro, a taxa média cobrada pelos bancos nessa modalidade era de 324,1% ao ano. Uma das explicações dadas pelos bancos é a taxa de inadimplência. Ela era de 13,56% em fevereiro, enquanto o rotativo do cartão estava em 33,16%, segundo a autoridade monetária.

Para tentar reduzir as taxas, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já anunciou uma nova regra, que vai obrigar os bancos a oferecer opções mais vantajosas de crédito para quem utilizar mais que 15% do limite do cheque especial por 30 dias, para dívidas acima de R$ 200.

O parcelamento deverá estar entre as alternativas que os bancos vão oferecer à dívida do cheque especial. As novas regras entram em vigor no dia 1º de julho.

Cartões de lojas têm taxa de juros de mais de 800%

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) realizou um levantamento entre 37 cartões de loja e apontou que os juros podem chegar a 875% ao ano.

Os cartões de marcas próprias, também conhecidos como “private label”, são cada vez mais populares entre os consumidores, porém os juros podem ser abusivos, é o alerta da Proteste. Em meio a tantas facilidades para adquiri-lo, é preciso muita cautela.

A anuidade dos cartões também foi um fator avaliado pela Proteste. Na maioria das vezes, as lojas prometem não cobrar dos consumidores, porém a entidade constatou que a realidade é bem diferente. Entre os avaliados e que não possuem anuidade, por exemplo, estão os das lojas Riachuelo e Renner (ambos para os cartões que só permitem comprar na própria loja).

Fonte: O Tempo | 19/04/2018
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