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XI Costelaço Seeb Blumenau

Dia 24 de agosto acontece o XI Costelaço em comemoração ao Dia do Bancário. Será na Sede Campestre. Agende-se!

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Em defesa das empresas públicas

Abertura do Conecef e do CNFBB ressalta a importância dos bancos públicos

A defesa dos bancos públicos é um dos princincipais assuntos dos congressos.

Delegados e delegadas participantes do 30º Congresso Nacinal dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) e do 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica (Conecef), se uniram em uma plenária unificada na noite de quinta-feira, dia 1º de agosto, para a abertura solene dos congressos, que seguem até sexta-feira, dia 2, em São Paulo.
 
A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ressaltou a importância da união dos trabalhadores na abertura unificada. “Fico feliz de ver aqui bancários da Caixa e do Banco do Brasil com diversas expressões e sotaques de todo o país. Feliz também porque os planos de resistência que tirarmos aqui chegarão a todos os cantos do país”.

Ela destacou ainda a importância dos bancos públicos para a disponibilização dos serviços bancários à população brasileira. “Em cerca de 950 municípios do país só tem agências da Caixa e do Banco do Brasil. Quando uma agência dessas é assaltada e precisa ficar fechada, as pessoas precisam se deslocar até uma cidade onde tenha agência. As pessoas sacam o dinheiro e consomem nessas cidades. Isso prejudica a economia dos municípios que não têm agências bancarias”.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Blumenau e Região e bancário da Caixa, Edson Luiz Heemann, destacou a importância da realização de eventos como esses, que juntam os trabalhadores dos maiores bancos do país. “Essa é a 35ª edição do Conecef e 30ª do BB e podemos contar com a participação de pessoas que estão na luta desde sempre e também de jovens, que vieram pela primeira ou segunda vez. Eu quero ver a Caixa viva daqui mais 35 anos e ver essa luta e movimento vivo e forte. Que sirva de exemplo para a juventude e que voltem para os seus trabalhos entusiasmados e acreditem que tudo isso pode acontecer”.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Ivone Silva, afirmou que o governo a cada dia tenta tirar um pouco dos brasileiros e ferir a democracia. “O Brasil tem perdido muito da sua soberania, principalmente os bancos públicos. O governo defende que o que é público é ruim. Precisamos desconstruir isso. É a mesma coisa que fizeram na década de 90 e hoje vemos o que aconteceu com a privatização da Vale. Hoje ela está matando pessoas atrás de lucros. Privatizaram também as nossas empresas de energia elétrica e hoje sabemos quanto ficou o preço disso”.

Participações
A solenidade também contou com a presença dos deputados federais Erika Kokay (PT-DF) e José Carlos (PT-MA). Em seu discurso, a deputada Érica afirmou que o governo acha que a educação é inimiga do povo. “Mas nós vamos preservar nossas instituições, porque nós somos a resistência. A resistência desses dois congressos é uma resistência que eles não suportam porque aqui ninguém vai soltar a mão de ninguém. Fora Bolsonaro, não toque na Caixa e não toque no Banco do Brasil, não toque dos direitos dos trabalhadores”.

Segundo ela, o país está vivenciando um governo que abriu mão de ter um projeto de desenvolvimento nacional. “Abriu mão da soberania nacional e só o fez por que estamos com uma democracia fragilizada, desde 2016, que deixou nossa democracia exposta. Por isso, resistir é o caminho. Esse Brasil tem história. Esse Brasil tem um banco que o nome já diz: é o Banco do Brasil. Esse Brasil tem a Caixa, que financiou as cartas de alforrias. Uma Caixa que começou com uma caixa de assistência e se tornou um dos principais financiadores do povo brasileiro. Eles querem acabar com esses bancos que são nossos, que são do povo”.

Já o deputado José Carlos disse que o povo brasileiro nunca passou por uma ameaça tão grave quanto a que enfrenta nesse momento. “Nem durante o governo FHC, que estava preparando a privatização da Caixa, passamos por um momento tão grave quanto agora. Não era tão grave porque não tínhamos um presidente tão louco como temos agora. Podemos esperar qualquer coisa deles. Eles já aprenderam que é preciso pressa para fazer o que querem fazer. Um presidente que diz e desdiz. Diz que não vai privatizar a Caixa, mas a está vendendo de forma fatiada. Um presidente que abriu a possibilidade de o trabalhador sacar R$ 500 do FGTS, sem que o trabalhador saiba que, se sacar os R$ 500 e for demitido em um período de 25 meses, não poderá sacar seu FGTS”.

Para ele, a luta agora é conscientizar a população sobre a realidade da proposta de saque do FGTS, conscientizar que esse governo quer privatizar a Caixa, o BB, os Correios, a Eletronorte, o BNDES. “Todos sabemos quem vai pagar essa conta. É o povo brasileiro”.

Fonte: Com informações da Contraf-CUT/ Fotos: arquivo pessoal | 02/08/2019
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