Agende-se
XI Costelaço Seeb Blumenau

Dia 24 de agosto acontece o XI Costelaço em comemoração ao Dia do Bancário. Será na Sede Campestre. Agende-se!

Vídeos
Em defesa das empresas públicas

Veja tudo que foi debatido no 35º Conecef

Atualiazada em 05 de agosto.

O 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) aconteceu entre os dias 1º e 2 de agosto, em São Paulo. Ao todo, mais de 300 delegados sindicais de todo o país se reuniram para debater temas como: Saúde Caixa, o banco 100% público, novas formar de trabalho, desmonte do banco, entre outros.


Além disso, uma das decisões foi sobre o calendário de trabalho durante os saques do FGTS. Os delegados votaram e por unanimidade, contra os plantões aos sábados e domingos durante a campanha dos saques dos FGTS. Também aprovaram as resoluções do eixo descomissionamento arbitrário, reestruturação, terceirização e retirada de direitos trabalhistas. 

Primeiro painel
Os ataques ao sistema de previdência complementar de entidades fechadas e ao sistema de saúde dos trabalhadores foram os primeiros temas debatidos no congresso. Com o mote “Saúde e Previdência - Não ao Retrocesso”, os debatedores foram os assessores da Fenae Albucacis de Casto Pereira e Paulo Borges e a vereadora Juliana Cardoso (PT/SP).

O assessor da Fenae, Paulo Borges, explicou que o governo atua em três frentes para atacar os fundos de pensão: estrutura de governança, qualidade do benefício e taxa de administração. O PLP 268 e a CGPAR 25 são apontados como exemplos mais contundentes dessa movimentação governamental, no sentido de interferir e prejudicar o sistema fechado de previdência. “São medidas que impactam diretamente na qualidade do benefício”.

Já o médico Albucassis Pereira e a vereadora por São Paulo, Juliana Cardoso, debateram sobre acesso à saúde de qualidade. Pereira trouxe para o congresso o debate sobre a sustentabilidade do Saúde Caixa e as projeções futuras, conforme ele, “são preocupantes”.

Em 2019 serão R$180 milhões de déficit; em 2020 R$230 milhões e a partir de 2021 o déficit aumenta brutalmente para aproximadamente R$1 bilhão por conta da limitação da participação da Caixa no custeio administrativo e assistencial a 6,5% da folha de pagamento, previsto no estatuto do banco.
 
O médico destacou que a assistência à saúde é uma das mais importantes conquistas dos empregados do banco e que precisa ser defendida. “Quem vai pagar essa conta pela redução da participação da Caixa é o trabalhador”.

Em sua fala, a vereadora Juliana Cardoso defendeu o acesso à saúde de forma universal para todos os brasileiros. “O que estão fazendo para destruir e acabar com o Sistema Único de Saúde não é diferente do que querem fazer com os bancos públicos, em especial com a Caixa, porque o que é público é destinado principalmente para população mais carente, e é isso que esse governo não suporta”.

Segundo painel
O segundo painel do evento trouxe para a discussão o tema: “Resistência ao Desmonte – Não ao Retrocesso”. Foram abordadas questões como a defesa da Caixa 100% pública, a fragilização e descarte dos direitos trabalhistas conquistados, além da ótica da privatização da equipe econômica do atual governo.

A ex-presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho; o assessor Jurídico da CUT, José Eymard Loguércio; e a assessora jurídica da Fenae, Laís Carrano foram os palestrantes que conduziram o debate.

Segundo Maria Fernanda, atualmente, a forma de organização hegemônica é tida como a única maneira de compreender a organização de vida. “Se muitos de nós participamos de cargos de gestão dos outros governos, somos eliminados da Caixa, independendo da competência ou capacidade”.
Para ela, o processo de privatização está em curso e faz parte do projeto de governo e, no caso da Caixa Econômica Federal, os principais alvos são as loterias, FGTS, cartões e seguros. “Fatiamento, privatização e abertura de capital, esse é o projeto deles. Qual é o futuro da Caixa pública?”, questionou.

Tendo como pano de fundo uma análise política e social aprofundada sobre a história dos direitos do trabalhador no Brasil, o assessor Jurídico da Cut, José Eymard Longuércio, traçou um panorama histórico da implementação da legislação trabalhista no Brasil, como ela refletiu no desenvolvimento industrial e até a precarização dos contratos de trabalho, com as novas legislações. “Atualmente, as normas de segurança do trabalho estão sendo desregulamentadas, também do ponto de vista da organização sindical. “Se o trabalho não será mais o centro, o sindicato também não será”, afirmou ele.

Terceiro painel
O terceiro painel do dia teve como tema “Defesa da Caixa e do que é público” e contou com a participação da conselheira eleita Rita Serrano, do economista Sergio Mendonça, além da deputada federal e empregada da Caixa, Erika Kokay (PT/DF), que deixou o recado: “Não toque nesta empresa e nos trabalhadores e trabalhadoras desse país, porque somos a resistência. Este 35º Conecef tem cheiro de resistência. Nós temos história e é em nome dela que vamos construir um novo futuro. Nenhum direito a menos”.

Segundo a parlamentar, a política econômica do atual governo é a de entregar o patrimônio brasileiro para o capital estrangeiro, como aconteceu com o pré-sal, e outras empresas públicas. Ela afirmou que privatizações como a da Caixa não encontram respaldo social e, por isso, a estratégia do governo é vender parte delas. “Querem privatizá-la aos pedaços e precisamos denunciar esses ataques”.

A deputada destacou ainda que o país está sem projeto de desenvolvimento nacional. “Nós vivemos em um capitalismo rentista que não produz e ao não produzir não tem qualquer compromisso com o desenvolvimento social e econômico”.

O economista Sérgio Mendonça, que é ex-presidente da FUNCEF, também traçou uma linha do tempo da realidade econômica, política e social do Brasil nos últimos 40 anos, explicou o papel do Estado na economia e sociedade, além de expor um panorama das estatais brasileiras para contextualizar a importância dos bancos públicos em políticas econômicas que propiciam o progresso do País: “retomaremos o crescimento somente com o Estado, pois a crise não é simplesmente econômica, e sim institucional”.

Resistência Histórica
Já a capacidade de resistência dos trabalhadores da Caixa foi lembrada durante a exposição da conselheira eleita no Conselho de Administração do banco e diretora da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa, Rita Serrano. Segundo ela, foi graças à mobilização da categoria nas ruas e no Congresso que foram barradas medidas como a transformação da empresa em uma Sociedade Anônima (SA) e os avanços obtidos pela mobilização das entidades contra o teor privatista do projeto de Lei do Senado (PLS) 555.

Rita lembrou que o primeiro Conecef deliberou a realização da primeira greve nacional dos empregados da Caixa, que assegurou a jornada de seis horas e o direito à sindicalização. A unidade da categoria, segundo ela, também foi fundamental para barrar as tentativas de privatização da Caixa na década de 1990. “Ficamos a década inteira defendendo a manutenção da Caixa pública e dos nossos direitos. O banco só não foi privatizado, por conta da nossa luta. A nossa história é de lutas e vamos continuar fortes para enfrentar mais esse desafio imenso”.

Fonte: Com informações da Contraf-CUT/ Fotos: Paulo Pereira | 02/08/2019
SEEB - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Blumenau e Região
Rua Coronel Vidal Ramos, nº 282 - CEP: 89010-330 - Centro - Blumenau
Fone: (47) 3326.3116 | Fax: (47) 3322.5036
Criação e desenvolvimento de sites