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Em defesa das empresas públicas

Veja tudo que foi debatido no 30º CNFBB Olivan Faustino

Até sexta-feira (2), os debates vão girar em torno da importância do banco para a sociedade e dos prejuízos que a reestruturação pode causar ao caráter público da atuação do BB.

O 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) começou na quinta-feira, dia 1º de agosto, em São Paulo e segue até sexta-feira, dia 2. Com o tema “Em defesa do Banco do Brasil e dos seus funcionários na era digital e do desmonte”, a mesa de abertura foi composta por toda a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Para o coordenador da CEBB, Wagner Nascimento, os trinta anos do Congresso é um marco. “Eu sempre falo que o evento mais difícil é o próximo que a gente participa. Não sabemos o que vamos enfrentar daqui para frente. Mas sabemos que nossa missão é sempre defender os bancos públicos e, principalmente, defender os empregos. Defender a existência, independente do formato que eles estejam”.

Membro da Fetrafi-SC, Luis Toniolo, acredita que os desafios são muitos. “Tenho certeza que cada um que está aqui tem muitos mais problemas a relatar. Mas neste momento precisamos mostrar disposição de luta para enfrentar todos eles. Nosso maior desafio agora é conectar com a base, pois somos a eles que representamos. É importante sempre lembrar que a unidade nos trouxe até aqui e que vai nos levar adiante.”

Debate sobre tecnologia
A primeira mesa do 30º CNFBB teve como temática “Em defesa do Banco do Brasil e dos seus funcionários na era digital e do desmonte”. A pesquisadora do Centro de Pesquisas 28 de Agosto, Ana Tércia Sanches, trouxe reflexões sobre o Mundo Digital Bancário com questões sobre a tecnologia que dialogam com o movimento sindical e o mundo do trabalho bancário.

“A tecnologia nos permite um futuro muito promissor. Uma impressora 3D consegue produzir um coração, carros autônomos conseguem amenizar consequências de acidente fatais. Mas, a tecnologia está a serviço de todos. É boa para todos?”, questionou a pesquisadora, ao lembrar que a tecnologia é boa para os bancos, mas nem sempre para os clientes e funcionários.

Ela ainda falou sobre o lado ruim da tecnologia, como, por exemplo, o rastreamento de devedores, que antigamente era feita por grupos de trabalhadores, num trabalho que levava semanas, “Agora é feito em alguns minutos por um sistema informatizado e os poucos procedimentos que ainda precisam ser realizados por um humano, são terceirizados, realizados à distância. Com isso, o atendimento humano tende a cair, ou ser eliminado”.

Sobre a implantação das agências digitais, colocadas em prática desde a gestão Temer e continuada na atual gestão, a pesquisadora considera que os principais pontos críticos são o aumento da carteira de clientes de cada gerente; a aproximação da atividade bancária com a de tele atendimento, sem as garantias para os trabalhadores previstas na NR17; o aumento de ruído, da digitalização e do uso da voz; o aumento do controle e pressão pelo cumprimento de metas; e a dificuldade de fiscalização e de acesso dos dirigentes sindicais.

Campanha “Não mexe no meu BB”
Na parte da tarde, o presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), Reinaldo Fujimoto, apresentou a campanha “Não mexe no meu BB”. A campanha tem abrangência nacional com uso intensivo de mídias sociais, além de inserções na mídia tradicional. Um dos motivos da iniciativa é mostrar para a sociedade a necessidade de manter o modelo de empresa pública construído em torno do BB: eficiente, competitivo, rentável e com papel social relevante.

De acordo com ele, a ideia é sensibilizar a todos os brasileiros em defesa e fortalecimento do BB e contra qualquer tentativa de venda de ativos estratégicos do Banco. “Queremos mostrar que o Banco do Brasil pertence aos brasileiros”.

Conjuntura política nacional
As reflexões trazidas pelo professor Moisés Marques, da Faculdade 28 de Agosto, apontam que os movimentos de esquerda estão com dificuldades de entender as mudanças que estão ocorrendo na sociedade e para dialogar, principalmente, com as novas gerações, que nasceram em uma era de inovações tecnológicas.

As adequações são necessárias para o enfrentamento dos retrocessos nos direitos e conquistas dos trabalhadores e de desmonte do Estado, promovidos pelo governo Bolsonaro. “Os ataques estão acontecendo. A reforma trabalhista foi aprovada, agora vão tentar aprovar a reforma da Previdência, e aí? Vamos passar agosto esperando setembro”, disse o professor ao lembrar da letra da música Bandeira, de Zeca Baleiro.

“Precisamos encontrar uma maneira de mostrar para a sociedade a importância dos bancos e de outras empresas públicas. As pessoas precisam ver o quanto vão perder com essa política de desmonte do Estado e dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.

Ele ainda falou sobre a redução na taxa de desemprego, mas destacou que houve piora na renda dos brasileiros. “Isso quer dizer que as vagas que estão sendo criados são de subempregos”.

Além disso, debateu sobre a ascensão das redes sociais. Segundo ele, 20% das pessoas que estão nas redes sociais seguem Bolsonaro. “Bolsonaro ganhou as eleições com uma campanha realizada pelas redes sociais, e um discurso que pregava o medo, a tristeza, a raiva e o desgosto com a corrupção e a promoção de mudança, mas sem apresentar propostas concretas para que estes anseios se tornassem realidade”, disse.

O professor apresentou dados do Datafolha, que mostram que cerca de 30% dos usuários das redes sociais na época da eleição relataram sentir confiança em relação à Bolsonaro. Já os outros 70% expressaram medo e tristeza. Os dados mostram ainda que a maioria de seus eleitores eram homens brancos, jovens e que consideravam que até então o governo só havia beneficiado as minorias.

Esta mesma estratégia, faz a extrema direita avançar na Europa. O professor disse que a extrema direita avança com a promessa de acabar com a corrupção. “Todo mundo aplaude qualquer maluco que diz que vai melhorar a economia, só depois vão perceber que esses políticos eram malucos”, afirmou.

30º CNFBB homenageia Olivan Faustino
O 30º CNFBB também foi uma homenagem ao companheiro Olivan Faustino, histórico participante dos congressos do BB, que faleceu na quarta-feira, dia 31 de julho.“Nosso camarada Olivan Faustino foi por muitos e muitos anos representante da Federação Bahia e Sergipe na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil. Ele trouxe diversos temas para o debate na comissão, como a valorização dos dirigentes sindicais. É com esse espírito que a presença dele ficará marcada em nosso congresso e em nossa luta em defesa dos direitos e conquistas dos funcionários, ainda mais neste momento, que temos no governo um presidente da República que está rapidamente nos impondo uma série de perdas”, declarou Fabio Lédo, FEEB-BA/SE.


 

Fonte: Com informações da Contraf-CUT/ Fotos: Contraf | 02/08/2019
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