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Em defesa das empresas públicas

Haddad e Boulos defendem fortalecimento dos bancos públicos

Os ex-candidatos à Presidência e líderes da esquerda destacaram que as instituições públicas são essenciais para retomada do crescimento do país.

Ao analisarem a conjuntura política e econômica do país, durante a 21ª Conferência Nacional dos Bancários, os ex-candidatos à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) e  Guilherme Boulos (PSOL) destacaram o papel dos bancos públicos como instrumento de política econômica e de promoção do desenvolvimento social. Segundos eles, a sociedade precisa sair em defesa dessas instituições, que estão sob ameaça no momento atual.

“A defesa do patrimônio público e das empresas estratégicas para o nosso desenvolvimento é fundamental”, destacou Haddad. Advogado e ex-prefeito de São Paulo, Haddad afirmou que a Caixa e o Banco do Brasil são dois pilares do desenvolvimento. “Não podemos deixar o Guedes (ministro da Economia, Paulo Guedes) vender aquilo que é do povo brasileiro”, afirmou

Já Boulos, que é membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, disse que os bancos públicos são essenciais para execução das políticas públicas, enfatizando a atuação do banco na área habitacional. “Temos que assegurar a defesa dos bancos públicos como uma pauta da sociedade brasileira. Temos que organizar uma grande campanha para mostrar à sociedade que os bancos públicos não são o pária que eles tentam mostrar. Os bancos públicos são essenciais para nossa soberania e contra os interesses egoístas do mercado para capacidade de fazer prevalecer o interesse coletivo”. 

Outras participações
A Conferência Nacional dos Bancários aconteceu em São Paulo, nos dias 3 e 4 de agosto. Também participaram dos debates no sábado, dia 3, o professor da PUC-SP e consultor das Nações Unidas, Ladislau Dowbor. Ele explicou que a China tem esse ritmo de desenvolvimento impressionante porque os recursos do sistema financeiro são usados para investimento, enquanto o sistema privado extrai recursos da população ao invés de financiar.  Um terço do lucro mundial do banco Santander, sai do Brasil, exemplificou o professor.

Já para o coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o economista João Pedro Stédile, é preciso conscientizar a população de que os bancos públicos pertencem ao povo. “Os bancos públicos são a única alternativa para que a poupança dos trabalhadores tenha como destino os projetos sociais e de desenvolvimento. Eles devem servir para criação de emprego e fortalecimento da indústria. Os capitalistas dos EUA querem se apropriar desses instrumentos apenas para terem mais lucro”, afirmou.
 

Fonte: Fenae | 05/08/2019
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