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Reestruturação do Banco do Brasil causa desempregos

Segundo o banco, o objetivo das mudanças são “adequar-se a digitalização”, mas os números apontam outro caminho.

Desde o dia 29 de julho, o Banco do Brasil coloca em prática mais um plano de reestruturação, que afetará funções, agências e departamentos em todo o Brasil, além de estimular a demissão de funcionários com chamados “incentivos”.

A reestruturação prevê o redimensionamento da estrutura organizacional das agências, o que significa um corte de 3.300 vagas, entre escriturários, caixas e funções comissionadas. Os funcionários que não se realocarem perderão os cargos e, consequentemente, terão cortes no salário.

Segundo o banco, o objetivo das mudanças são “adequar-se a digitalização”. Para isso, vai transformar 333 agências em postos de atendimento, que serão destinadas a municípios desassistidos de serviços bancários e que possuem estrutura reduzida de funcionários. Outros 49 postos de atendimento devem se transformar em agências. Outra mudança é a classificação de nível de unidades de negócios. Com essa medida, 634 agências foram rebaixadas e apenas 76 subiram de nível.

É perceptível que a redução no número de agências é bem maior do que a criação de novas. Ou seja, parece que na verdade, o objetivo do banco é outro: cortar cargos e salários. Mais de 600 gerentes gerais terão uma redução considerável nos salários, chegando em alguns casos a mais de 50% de perda.

O diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato dos Bancários de Blumenau e Região e funcionário do Banco do Brasil, Rodrigo Stanislau, afirma que o sindicato se posiciona totalmente contrário a esse modelo de restruturação. “O BB está usando a reestruturação para reduzir custos em cima do corpo funcional. Está reduzindo as remunerações dos funcionários na medida em que corta cargos, funções e reduz vagas nas agências e unidades de trabalho. Com isso, está destruindo a vida social e econômica dos funcionários. O sindicato é contrário a essas reestruturações e, juntamente com nossos advogados, estamos orientando os funcionários afetados a melhor forma de proteger seus direitos”.

Plano de Ajuste de Quadros
A reestruturação do Banco do Brasil vem acompanhada de um Plano de Ajuste de Quadros (PAQ), que, de acordo com o banco, terá adesão voluntária e de caráter pessoal. Além disso, o programa só será validado nas agências que tiverem quadro em excesso. Os funcionários que não forem realocados em cargos equivalentes receberão, durante os quatro meses, uma Verba de Caráter Pessoal (VCP), que completa o rendimento. Os caixas não serão contemplados.

Os bancários que aderirem ao desligamento vão receber um “incentivo”, como indenização financeira calculada com base no salário, com valores de piso e teto estabelecidos em: sete salários para quem trabalhou até 20 anos, com um piso de R$ 20 mil e teto de R$ 200 mil. Para quem trabalha a mais de 20 anos, nove salários, também com piso de R$ 20 mil e teto de R$ 200 mil.

Programas de desligamento voluntário
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, os Programas de Desligamento Voluntário (PDV) são utilizados pelos bancos para promover demissões em massa e isso fica muito claro quando analisados os números.

No primeiro semestre de 2019, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os bancos fecharam 2.057 postos de trabalho no país. De 2013 para cá, houve uma redução de 62,7 mil postos para a categoria, sendo que 43,4 mil postos foram fechados a partir de 2016. Dados da Pesquisa de Emprego Bancário, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que, neste período, raras vezes o saldo de postos de trabalho foi positivo.

Juvandia destaca que a categoria está encolhendo na mesma proporção do aumento dos investimentos em tecnologia feito pelos bancos. “São demissões em massa disfarçadas. E, nos bancos públicos são resultado de uma política dos governos Temer e Bolsonaro que, na verdade, querem enfraquecer essas instituições e prepará-las para a privatização”.
 

Fonte: Imprensa Seeb Blumenau/ Imagem: spbancarios | 29/08/2019
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