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Bancários vão às ruas defender os bancos públicos e mostrar sua importância

Atividades destacaram o papel dos bancos públicos para a construção da casa própria, na produção de alimentos e na execução de políticas sociais.

Bancários de todo o país realizaram na quinta e sexta-feira, dias 3 e 4, atividades em defesa dos bancos públicos. As reuniões com os bancários nas agências e departamentos, atividades de rua e ação das redes sociais fizeram do “Dia Nacional em Defesa da Cassi” e do “Dia Nacional em Defesa dos Bancos Públicos” um alerta para a categoria e para a população sobre os prejuízos que todos corremos com os ataques que estão sendo desferidos contra os bancos e demais empresas públicas.

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, destacou a importância dos atos. “Queremos mostrar para a população o quanto os bancos públicos são importantes, seja para o pequeno agricultor, para o agronegócio, para financiar a moradia, seja para financiar o saneamento básico ou para o Fies (Financiamento Estudantil)”. 
 
Benefícios para a população
A presidenta da Contraf-CUT lembrou ainda dos recursos provenientes dos bancos públicos, que são direcionados para áreas sociais. “Por exemplo, 38% das receitas das loterias vão para programas sociais que beneficiam toda a sociedade”, observou.

Ela também destacou que os bancos públicos são ferramentas importantes para que todo brasileiro tenha melhores condições de vida, emprego e desenvolvimento econômico e criticou a privatização disfarçada que está ocorrendo. “Vender as partes mais importantes do banco, as áreas mais rentáveis é o mesmo que tirar o coração de um ser humano. Sem coração seu corpo não funciona. Vender áreas estratégicas vai matar os bancos públicos. Não podemos deixar que o governo acabe com essas ferramentas importantes para o desenvolvimento e para o povo brasileiro”.

Agências bancárias no país
Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em informações do Banco Central, aposta a importância dos bancos públicos para a garantia da bancarização da população em todo o país.

Os dados do Dieese mostram que somente na região Sudeste existem mais agências de bancos privados (67,4%) do que de públicos (32,6%). Em todas as outras regiões a maior parte das agências são de bancos públicos (62,3% no Norte; 55,6% no Nordeste;51,5% no Centro-Oeste; e 52,8% no Sul).

O levantamento mostra ainda que, 39,8% das 5.590 cidades brasileiras não possuem nenhuma agência bancária e cita como exemplo o estado de Roraima, onde, dos 15 municípios, apenas seis contam com estabelecimentos bancários. Em cinco destes municípios, existem apenas agências de bancos públicos.

Além disso, dados mostram que 80% do crédito imobiliário e 72% do crédito rural são provenientes dos bancos públicos.

Cassi
As manifestações também destacaram os ataques contra a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, afirmou que a política em prática para a Cassi é a mesma que vem sendo implantada para os bancos e demais empresas públicas. “O objetivo final é a privatização. Por isso, assim como tem que acontecer com o Banco do Brasil e demais empresas públicas, temos que nos mobilizar para defender a Cassi”. 
 
Ato em Florianópolis
Na sexta-feira, dia 4, durante a atividade, os dirigentes do Sindicato dos Bancários de Florianópolis percorreram diversas agências denunciando para a população a postura dos governantes que seguem na contramão do mundo.

O Secretário de Comunicação do Seeb Floripa, Cleberson Pacheco Eichholz, alertou para o contexto de radicalização do discurso de entrega do patrimônio público “Ouvimos essa falácia da venda do patrimônio público para salvar investimentos desde os anos 1990. É a velha história de que o estado é muito pesado e que precisa ser mínimo. Essa experiência de vender patrimônio não deu certo em nenhum lugar do mundo. Estatais foram vendidas e as dívidas só aumentaram. Capacidade de investimento se tem com as empresas públicas que são lucrativas e ajudam a desenvolver as regiões”.
 

Fonte: Contraf-CUT | 07/10/2019
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