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Desigualdade e preconceito ainda são a realidade do negro no Brasil

No Dia da Consciência Negra, dados mostram que, mesmo após mais de 130 anos da abolição da escravatura, o Brasil ainda não evoluiu. 

 
No dia em que se comemora o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, as notícias não são boas. No país onde a maioria da população se declara negra, 56,10%, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o racismo ainda é predominante. 
 
De acordo com o Atlas da Violência, 75,5% das vítimas de homicídio no Brasil são negras, o que representa 43,1 por 100 mil habitantes. Para a população não negra, esse número é de 16. 
 
A Revista Piauí e a Agência Lupa ainda apresentam outros dados importantes, como, apesar de hoje os negros serem a maioria no ensino superior brasileiro, eles ainda são minoria nas posições de liderança no mercado de trabalho e entre os representantes políticos no Legislativo. Também são uma parte muito pequena da magistratura brasileira. Além disso, os negros compõem mais de 60% da população carcerária do país. 
 
Quando se fala em emprego, a situação continua desoladora. Dados do IBGE mostram que os trabalhadores brancos ganham, em média, 74% mais do que pretos e pardos. O estudo mostra que a média salarial do brasileiro branco é de R$ 2.796. Já a de pretos e pardos, é de R$ 1.608.
 
Tal desvantagem também pode ser vista na ocupação de cargos, como os gerenciais, por exemplo. Quase 70% das vagas destes cargos são para brancos e menos de 30% para pretos ou pardos. A taxa de desocupação também é maior entre negros do que a de pessoas brancas. São 14,1% dos negros e pardos sem trabalho. Entre os brancos, o desemprego é de 9,5%.
 
Para Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os dados mostram que as desigualdades raciais no mundo do trabalho estão ligadas ao regime de escravidão, que perdurou por mais de 300 anos no Brasil. “O negro, por força da Lei, era proibido de frequentar a escola pública, não teve direito à moradia, trabalho, terra, nem a reparação. Mas, no entanto, o Estado indenizou os senhores de engenho e deu terras para os imigrantes. Os números do IBGE, mostram isso, são 131 anos de uma abolição inacabada, que nos força a ampliar nossa luta por uma sociedade justa, democrática e com igualdade”. 
 
Blumenau dando mau exemplo 
Em Blumenau, cidade de colonização alemã e que ainda hoje carrega consigo um orgulho exagerado das suas origens, a situação é ainda mais crítica. 
 
Uma reportagem divulgada na terça-feira, dia 19, pelo Grupo NSC, traz dados de uma pesquisa feita pela doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Adriana Dias, que pesquisa o discurso neonazista e supremacista branco nas redes há 16 anos.
 
Ela constatou que em Santa Catarina existem 69 grupos nazistas em atividade, sendo dois deles células a Ku Klux Klan (KKK), grupo extremista nascido nos Estados Unidos e que propagam ideias como supremacia branca, nacionalismo branco, anti-imigração e a "purificação" da sociedade. A polícia vai investigar o caso. 
 
Fonte: Imprensa Seeb Blumenau e Região com informações da Contraf-CUT, Grupo NSC e Revista Piauí | 20/11/2019
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