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Seguindo os passos errados...

Com políticas neoliberais, Brasil quer ser como o Chile, mas o Chile está pegando fogo. 

Durante a campanha política de 2018, o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, prometeu diversas mudanças político-econômicas neoliberais para o país, entre elas uma reforma administrativa, que agora começa a tomar forma com o envio das  propostas de emenda à Constituição (PEC’s) do Pacto Federativo, dos Fundos Públicos e Emergencial ao Senado. Além da reforma da Previdência que foi aprovada no dia 23 de outubro e promulgada no dia 12 de novembro, passando, portanto, a valer oficialmente; e o anúncio da privatização de 15 empresas públicas, entre elas os Correios, Casa da Moeda, Eletrobrás, Telebrás e Dataprev. Tudo isso com o apoio do ministro da Economia, o economista “Chicago boy” e neoliberal, Paulo Guedes. 
 
A grande inspiração do presidente e do ministro da economia é o Chile, “um verdadeiro oásis dentro da América Latina convulsionada”, como declarou o presidente do país, Sebástian Piñera. 
 
O Chile também é adepto da política neoliberal. Isso significa que por lá, o Estado interfere minimamente na economia e tudo é privatizado. Como, por exemplo, o sistema de previdência. 
 
A previdência chilena era pública até 1980, mas desde então cada trabalhador precisou assumir a sua própria poupança para o futuro sem nenhuma ajuda do governo ou das empresas. Assim, a população passou a reservar cerca de 10 a 15% da renda para a aposentadoria, colocando esse dinheiro em empresas privadas conhecidas como Administradoras dos Fundos de Pensão (AFP’s).
 
A idade mínima para se aposentar é de 60 anos para mulheres e 65 para homens, então, só agora que estão chegando a essa idade, os chilenos estão se dando conta que o valor arrecadado não é o suficiente para sobreviver.
 
Com isso, um fenômeno começou a acontecer no país: o alto índice de suicídio entre idosos. Dados no próprio governo mostram que 17,7 para cada 100 mil idosos tiram a própria vida pelo desespero de não conseguir se manter. É o percentual mais alto da América Latina.
 
Serviços básicos como eletricidade e água também passaram para a iniciativa privada. E outros serviços, como educação e saúde, sofreram processo semelhante, se tornando mistos. As universidades públicas, por exemplo, são pagas e a mensalidade pode custar mais do que em uma universidade privada. 
 
O anseio por uma formação universitária fez com que os jovens chilenos ficassem endividados, pagando por anos os empréstimos bancários que pegaram para poder pagar por uma formação superior. 
 
Mas não é só a educação pública que é paga no Chile, a saúde também é. Lá não existe um sistema como o SUS, por exemplo, que atende gratuitamente qualquer pessoa. Os chilenos precisam pagar pelos hospitais públicos em caso de doenças, contraindo ainda mais dívidas.
 
Desigualdade
O salário mínimo no Chile gira em torno de 300 pesos, cerca de R$ 1.700, mas lá a população precisa pagar por absolutamente todos os seus gastos. 
 
O país inspiração de Guedes e Bolsonaro é, na verdade, um dos países mais injustos e desiguais da América Latina, onde a população, principalmente a mais pobre, foi esquecida pelo seu governante, um dos doze homens mais ricos do país. 
 
Segundo o instituto de pesquisas Escola de Economia de Paris, no Chile, o 1% mais rico da população ganha mais de 25% da renda total do país. Com isso, entra na lista dos países com maior concentração de renda do mundo. Ele aparece no topo da pirâmide, em 3º lugar, atrás apenas do  Catar, na Ásia, com 29%; e no Brasil com 28%. 
 
Futuro do Brasil 
Todas essas questões envolvendo a economia do Chile e a verdade sobre o país veio à tona depois que o governo anunciou aumento no preço da passagem no metrô, que subiria 800 pesos chilenos, passando, em reais, de 4,40 para R$ 4,60. 
 
Óbvio que isso foi apenas a gota d’água para uma população que não recebe assistência nenhuma do governo, que precisa pagar por serviços que são obrigação do governo fornecer.  A onda de protesto começou no dia 18 de outubro, quando o aumento foi anunciado e até hoje não deu trégua, mesmo com revogação do aumento da passagem e com o presidente Piñera declarando que vai mudar a constituição chinela. 
 
Se o Brasil continuar seguindo os passos do Chile sem medir as consequências da desigualdade, da crueldade com a população, da perda de direitos e do autoritarismo,  é muito fácil prever o futuro do Brasil. Um país violento, conservador e sem diálogo como o Brasil pode entrar em convulsão muito rápido, é como riscar um fósforo e jogar na gasolina: pega fogo. 
Fonte: Raquel T. Bauer - Imprensa Seeb Blumenau e Região | 21/11/2019
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